quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Costela de Adão


Excelente.

Vídeos Caseiros

Ah, aí está você. Olá. Faz tempo que não nos vemos. A última vez que te vi, você era desse tamainho! Olha só, que gracinha é você. Cante para mim aquela musiquinha, você sabe qual...aquela...cante qualquer uma. Eu vou ficar aqui, do outro lado, lhe assistindo impassível, maravilhada com sua graciosidade. Dance também. Agora, faça uma carinha bonita, uma carinha de triste, mostre a língua! Muito bem. Sabe, estou tentando me lembrar sobre você, aí, tão pequeninha, com tão grandes pensamentos baratinados, tentando ler o que passa nessa sua cabeça de criança. Queria criar uma visão panorâmica de toda essa sua realidade. É uma boa realidade, uma saudosa realidade. Mas veja bem, já se passou tanto tempo que o foco está muito ruim e o áudio, nem se fala. Com o que restou da minha memória, faço uma concha de retalhos para podermos nos deitar. Não se preocupe que você ficará aconchegada junto a mim, eu bem sei do seu medo do escuro. Claro, nos conhecemos bem, já temos intimidades. Afinal, depois de tanto tempo de convivência!
Sim, todas essas vozes me são familiares, muito familiares, quase consangüíneas. Ora, não é que eu não aprecie esse nosso reencontro, mas bem que eu gostaria de ter uma melhor visão dos demais presentes. Afinal, tantos já se foram sem que eu pudesse me despedir apropriadamente. Não, não se preocupe com estas minhas lágrimas, é que sou muito sentimental, você sabe. É, saudade é uma coisa séria, mesmo para quem é gente grande.

Sem título


Por muito tempo não tive vontade de escrever. Não vou dizer que me enjoei de escrever, não é esse o caso. Simplesmente assumi uma mera posição de espectadora pensativa e silenciosa diante de tudo, o que, por sinal, já há muito me é característico. Assim, deslizei através dos meses. Os tombos foram alguns, poucos e bons. Demais disso, por um semestre corri atrás de sonhos, seguindo rastros da cauda de um cometa que orienta a trilha entre quem sou hoje e quem desejo ser amanhã. Correndo nesta estrada, vi-me em diversas existências, nas mais variadas vidas, nos mais fabulosos lugares. É, de fato, corri muito, até mesmo porque, nos últimos tempos, aprendi a correr sem dores, como o animal livre que eu gostaria ser.


Agora, espero pelo resultado, ainda embalada pelo impulso de meus últimos movimentos, patinando no gelo - parece difícil, mas aos poucos criamos segurança e, então, podemos voar.