quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Educação emocional




Tudo começou...começou? terminou? Deu uma pirueta e parou no mesmo lugar? Bom, tanto faz...

Assim: falei para não fazer isso (sempre tenho razão) e óbvio que lá se foi a criatura a fazer. Rolei morro abaixo na ladeira da tristeza e, daí, aquele desespero. Chorei, chamei por Deus, pela minha mãe, por quem quer que estivesse disponível, mas estavam todos ocupados e fiquei na secretária eletrônica aguardando o "bip". E, afinal, tudo deu certo (sempre faço dar certo). Não houve chamas ou chuva.

Desci...desci? É, desci morro acima, aos trancos e barrancos, amarrada ao carro alegórico da vida, contemplando o céu azul (como o céu estava azul naquele dia), cantando minha desgraça e pensando na vida, já que pensar sempre foi algo que me apeteceu.

Porém, como sou adepta da justiça (sempre faço Direito), não permiti impunidades e saí ferindo quem me feriu. Não que fosse minha vontade, veja bem, tive de cortar da minha própria carne. É só que não foram meus olhos que acabaram cheios de lágrimas. Criei, então, uma oportunidade para sair deslizando, sobre a neve da minha indiferença, para longe dali.
Restaram apenas as cicatrizes da guerra.

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